sábado, agosto 25, 2007

Boa morte dela

Reparo as coisas erradas quando sinto que a morte sente pena de mim. A morte, certa vez li, ouvi e vi é piedosa, meiga e tem pena de mim. A fuga daquele clichê que a traduz "cruel, sádica e fria" fez surgir holograficamente uma morte en persona, morena e faminta, honesta e bela.
Penso, nada mais justo. A vida torna-se valiosa sobretudo pela existência da morte. Os contrapontos, como a teoria econômica da livre concorrência, é que valida um e outro. A morte valida a vida, o Faustão valida qualquer filme, o avião recentemente validou o ônibus, este valida os trêns. que por sua vez validam qualquer caminhada.
A morte é bem boita e dizem que não é. Ou não é aceitável que a morte seja uma mulher linda, ética e bem-sucedida?

segunda-feira, agosto 06, 2007

Livreiro


Inspira o leitor a arte de não saber, ou saber cegamente. O sim por si só, dizia que não o tempo todo. Ele induzia. E trazia de volta. Traiu ou não traiu? O meu professor de "teoria da conspiração" foi ele. E como uma arma da Idade Média ele machucou, ou adentrou no meu castelo de repugnância e tolice. Um Machado. Um Machado de Assis.Devo ler pela trigésima quinta vez Dom Casmurro e chegar à óbvia sensação de que mais que traições, a dedução da mente humana é o que reina.

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