sexta-feira, junho 15, 2012

Não como Scarlet

Não existe mulher como ela. Não como ela. E isso é uma pena. Deveria haver uma em cada bairro. Ou pelo menos de cada nacionalidade. Porque, confessamos heteros e homos, do tipo mulher e do tipo homem, que aqueles peitos são de fazer andar o trânsito. Porque parado já está. Aquela boca carnuda e despretenciosa são para fazer qualquer ateu acreditar em Deus; para fazer qualquer casto virar fumante; qualquer doente voltar a beber. E falo por todos os homens de mal e de bem. Existem mulheres e existem as Scarlets. Vamos resumir então tudo no umbigo de uma mulher: o da Scarlet. Sim. Porque quando elegemos o umbigo pedimos ele aqui, bem perto. Bem junto. Umbigo com umbigo. E como não podemos separar o umbigo do resto por conta da punição severa chamamos assi todo o resto junto. Chamamos mais junto, a Scarlet. E vem ela toda de brinde, com ou sem taças. Ela não daria independência para o umigo só por medo de nós.
Mas em Nova Jersey, ali pelos lados do Jacobsen Park, naquele oito de junho tirei os óculos escuros e não disfarcei. Num lugar onde a praia é pra dentro, onde tudo é meio certinho demais eu vi Scarlet. Passei a desacreditar nos olhos ou a acreditar mais no cinema. No Rio eu vivo bem, minha praia é voltada para o mar e eu comia muito bem. Sabia que aquele cinema de Irajá era o melhor do Rio de Janeiro. Mas não sabia que mentia tão bem.

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