O ponto, só pra início de conversa, pode servir de beijo. Ou o beijo serve de ponto? Numa conversa áspera, logo um ponto/beijo termina tudo.
Troco um atacante por outro; uso sua barriga de travesseiro; troco pra abril as férias de janeiro; vem o meio que eu finjo ser inteiro.
Troco a cama de lugar; você em cima do meu pé pra brincar de andar; no mar sobe em mim e pula pra parecer voar; tropeça de propósito só pro meu beijo sarar.
Às vezes troco seis por meia dúzia; ônibus das cinco por trem das seis; galinha de casa por frango de restaurante; cachorra por amante.
Ou troco ABC por 123; troco o nome da professora; chamo avó de tia (e ela adora parecer mais nova); a mãe de irmã (e ela adora parecer mais nova);
Troco o a colher pela mão; o tchau pelo então; o grandão pelo anão; o primo pelo irmão; o bolo pela manteiga com pão.
Troco a hora de acordar; o turno no trabalho; o dia do aniversário; meu nome, Thiago; e se me chamam de otário...
Troco de humor; troco a música no rádio; mudo de lado no armário; troco a meia da sorte no jogo do Flamengo;torço contra o Romário;
... e o coração...
Mas a vida não é um jogo de futebol. Certas coisas são insubstituíveis. Não é um atacante num mal dia, nem um goleiro com mão escorregadia. Certas coisas ficam. Ou melhoram ou pioram.
Perduram, e são passageiras. Umas são todo o tempo, já outras faz perder o tempo.
Certas coisas nos fincam no peito.
Já outras...substitui. E ponto.
quarta-feira, maio 09, 2007
quinta-feira, maio 03, 2007
Linda nos meus 16 anos
Lembro de quando era mais eu. Era eu sendo ela, e ela era ela sendo eu. Éramos um. Dois e um. Era mais homem. Não era mais um. Lembro das facetas de quando nos entreolhávamos. Me metia a pintá-la, tolice. Era no escuro mesmo. Também, nem precisava. Ela lumiava tudo.Lembro de quando contávamos estrelas (todas amigas dela). Lembro de muito, nem tudo.
Lembro que eu era um. E ela era uma comigo. O resto? Ah, o resto pouco importava. Me chamavam babaca. E eu me chamava feliz. Agora sou dois, três, até quatro. Nenhum apaixonante. Nenhum melhor. Todos agonizantes. Do mesmo tamanho, com o mesmo rosto, e tão diferentes. Sofríveis, isso sim. Iguaizinhos nisso, sofríveis.Lembro que nunca tiramos retrato juntos, que nunca beijei nem toquei em seus lábios; sequer os vi. Mas ela sorria rigorosamente todo início de mês.
E ela reapareceu ontem. Me fez lembrar de tudo. De quando eu era mais. Será que nada mudou? A vi de longe. E parecia mais longe que naquela época. De certo, enxergo menos hoje em dia. Afinal, passaram-se 6 ou 7 anos, se não me falha a memória.
Ah! Antes que eu me esqueça, te amo. Te amo linda Lua Cheia.
terça-feira, maio 01, 2007
Fim dos Los Hermanos?
"A banda Los Hermanos comunica a decisão de entrar em recesso por tempo indeterminado. Por conta disso não há previsão de lançamento de um novo disco.A pausa atende a necessidade dos integrantes de se dedicarem a outras atividades que vieram se acumulando ao longo desses dez anos de trabalho ininterrupto em conjunto. Não houve desentendimento ou discordância que tenha afetado nossa amizade tanto que continuamos jogando truco toda quinta-feira. Por conta dessa decisão, mesmo após o término da turnê do "4", resolvemos fazer duas únicas apresentações no Rio de Janeiro, na Fundição Progresso nos dias 8 e 9 de junho. Até lá."

Me pergunto se existe algo bom e não efêmero. Algo que sobreviva mais que o suficiente. Se é bom, mesmo que se esvaia em dez anos (tempo relativamente bom) fará falta.
Podia ter sido mais? Podia ter sido melhor? Podia ter...podia.
Los Hermanos deixou de ser banda faz tempo. Foi além. Era banda no primeiro CD, o da Anna júlia. Depois virou um talentoso grupo de rock e mpb. Camelo, dizem ser o novo Chico Buarque (coisa que discordo, um é um e outro é outro), é talentosíssimo. Amarante também. O que nos resta? Resta entender que "tempo" é tempo. Isso não é namoro. Pausa pode ser pausa. Pode ser um Show do Intervalo. E daqui a pouco tudo volta.
O vencedor - Los Hermanos
"Tudo o que é bom dura pouco".
E fica a pergunta:
Que música dos Los Hermanos é você?
Ps.: 8 de junho, meu aniversário!

Me pergunto se existe algo bom e não efêmero. Algo que sobreviva mais que o suficiente. Se é bom, mesmo que se esvaia em dez anos (tempo relativamente bom) fará falta.
Podia ter sido mais? Podia ter sido melhor? Podia ter...podia.
Los Hermanos deixou de ser banda faz tempo. Foi além. Era banda no primeiro CD, o da Anna júlia. Depois virou um talentoso grupo de rock e mpb. Camelo, dizem ser o novo Chico Buarque (coisa que discordo, um é um e outro é outro), é talentosíssimo. Amarante também. O que nos resta? Resta entender que "tempo" é tempo. Isso não é namoro. Pausa pode ser pausa. Pode ser um Show do Intervalo. E daqui a pouco tudo volta.
O vencedor - Los Hermanos
"Tudo o que é bom dura pouco".
E fica a pergunta:
Que música dos Los Hermanos é você?
Ps.: 8 de junho, meu aniversário!
quinta-feira, abril 26, 2007
Primeiro Tempo
- Sem dúvida nenhuma o Botafogo me parece o favorito para a grande decisão do campeonato estadual.- Acho o time do Flamengo um pouco inferior do meio pra frente. Comparando Souza e Dodô?
...
E começa o jogo...
"
Olha, eu até acho justo dizer patavinas do meu time de coração; entendo que realmente gosto não se discute. Outro dia li que "torcer para o tricolor deve ser muito bom" (sobre o fato de o Grêmio ter que ganhar de 3 e fazer 4). Isso me fez refletir sobre torcer.
Sempre há caminhos distintos e , muitas das vezes, opostos. Um frio, outro quente; um verdade, outro mente; um estranho, outro a gente entende. E as escolhas geralmente se dão por momento. Torcer hoje em dia é assim.
Torço para que chova amanhã só pra (eu!) ficar em casa, na cama. Torço para que o Vasco perca porque eu não gosto desse time. Torço para que aquele menino se dê mal com aquela menina porque ela é linda demais pra ele. Torço para que ele perca, pra eu poder ganhar.
O individualismo impera. O coletivo agoniza. Torcer, hoje em dia, é um chute que bate na trave da ordem, do bom, do sensato. Não penso duas vezes antes de torcer. Se chove amanhã, e quem não tem teto? E quem vive do sol? E se a renda de alguém depende inteiramente da vitória do Vasco? E se o menino está sinceramente apaixonado pela menina?O certo é torcer com o coração. Está bem, sei que pra um ganhar, o outro tem que perder. Mas não sejamos tão cruéis.
...
E começa o jogo...
"
Olha, eu até acho justo dizer patavinas do meu time de coração; entendo que realmente gosto não se discute. Outro dia li que "torcer para o tricolor deve ser muito bom" (sobre o fato de o Grêmio ter que ganhar de 3 e fazer 4). Isso me fez refletir sobre torcer.
Sempre há caminhos distintos e , muitas das vezes, opostos. Um frio, outro quente; um verdade, outro mente; um estranho, outro a gente entende. E as escolhas geralmente se dão por momento. Torcer hoje em dia é assim.
Torço para que chova amanhã só pra (eu!) ficar em casa, na cama. Torço para que o Vasco perca porque eu não gosto desse time. Torço para que aquele menino se dê mal com aquela menina porque ela é linda demais pra ele. Torço para que ele perca, pra eu poder ganhar.
O individualismo impera. O coletivo agoniza. Torcer, hoje em dia, é um chute que bate na trave da ordem, do bom, do sensato. Não penso duas vezes antes de torcer. Se chove amanhã, e quem não tem teto? E quem vive do sol? E se a renda de alguém depende inteiramente da vitória do Vasco? E se o menino está sinceramente apaixonado pela menina?O certo é torcer com o coração. Está bem, sei que pra um ganhar, o outro tem que perder. Mas não sejamos tão cruéis.
Vamos melhorar?
Estou na torcida.
"
- Fim do primeiro tempo. Tudo igual aqui no Maracanã. Que venha o segundo tempo!
"
- Fim do primeiro tempo. Tudo igual aqui no Maracanã. Que venha o segundo tempo!
terça-feira, abril 17, 2007
Vôo de rotina.
Agora mesmo bateu uma puta vontade de comer pipoca, vendo Diários de Motocicleta ou A Balada do Pistoleiro (às vezes me sinto meio Antônio Bandeiras nesse filme, El Mariachi), deitado na minha cama. E quem disse que tenho dado atenção a ela? Traduza isto como uma falta de tempo pra realmente dormir.
Estou sentado numa cadeira desconfortável (tá, desconfortável mesmo é estar digitando um texto com um olho no monitor e o outro no saguão) preso a um sistema estranho de "faça esta porra", "Mas eu não sei", "Foda-se, faça esta porra. Eu não perguntei se você sabe." E eu vou e faço... errado. Aqui é assim. Exatamente assim.
De um lado uma senhora desbocada e estranhamente extrovertida da OceanAir. Do outro um senhor caladão da Team, também uma empresa aérea. Na minha frente passa o Alemão do BBB e umas dez mulheres numa mescla de vontade de agarrá-lo e vergonha para abordá-lo. Do lado de fora uma barulheira sem igual dos aviõs do RedBull Air Race fazendo provavelmente o equivalente aos treinos livres da Fórmula 1. Sobrevoam o aeroporto de cabo a rabo obrigando a curiosidade de todos esticar os olhos para os céus.
E chega um colega de trabalho. Ele é estranho, fala enrolado. Aliás, aqui todos são meio exóticos. Espanhol, holandês, americano, argentinos, todos numa linguagem arrogante chamada dinheiro. Dos companheiros de labuta eu falo somente que tudo que é pode ser ou não. Os sorrisos são frágeis demais. As piadas fazem chorar. A cooperação faz é machucar. E quanto mais gente chega, mais parece que a consequência principal é ficar sozinho.
Espera um pouco! Inrrompeu o meu raciocínio uma beldade da Embratel (um daqueles estandes de informações que não informam nada), loira, sorridente e muito simpática. Ela quer uma torta salgada. E veio perguntar logo pra quem? Respondi coisas que nem lembro mais. E olha, fazem somente dois minutos que ela se foi.
No monitor, orkut e blog abertos. Recado da irmã que foi pra Portugal, recado da menina avisando da aula, da pessoa especial somente marcando presença e a janelinha piscando da amiga informando o horário do RedBull Air Race.
Daqui a pouco o check-in começa. Pra quem não sabe, é aquele ritual em que se atende o passageiro, pesa bagagem, lacra, etiqueta e manda cada um pra um canto. Passageiro pra sala de embarque e bagagem pra esteira.
Ali, logo atrás, o supervisor com cara de mau. Do lado o colega de trabalho esperando um furo seu. E por aqui, por ali, mulheres, loiras, confiantes, morenas, exaustas, ruivas, sorridentes, educadas à espreita do serviço aéreo.
Também não é de todo um mal. Recebo (mal) por isso. Acordo (mal) pra isso. Mas continuo escrevendo, vejo coisas novas, novas sensações. Até para o lado ruim, existe o lado bom. Para escrever isto, apenas vivenciando.
- Ei, saia do orkut. Aquele que vem ali é o Comandante do Avião.
- Ta ok.
E depois do vôo eu vou pra casa, uma hora e meia de viagem. Nem dará tempo de almoçar. Um banho no máximo e faculdade. Pronto.
- Vamos Thiago!
- Ta ok. Estou indo. São quantos passageiros hoje mesmo?
quinta-feira, abril 12, 2007
Se eu disser
Se eu disser que todo famoso é estúpido
Se eu disser que todo mar é salgado
Se eu disser que todo peixe machuca
Estaria mentindo.
Se eu disser que minha casa é uma bagunça
Ninguém entenderia que ela somente está uma bagunça.
E dizendo que eu estou confuso
Muito acreditariam que sou confuso.
Assim, estaria mentindo.
Se eu disser que quem ganha dinheiro é feliz
Se eu disser que alguém que ama e é amado, é feliz
Estaria vos enganando porque não é bem assim.
Feliz de quem acredita.
Se eu disser que sou honesto?
Acreditaria que menti?
Se eu disser que sou muito romântico
Acreditaria que já não fui assim?
Se eu disser que tudo começou lendo uma frase num blog qualquer
Se eu disser que o Murilo Benício tropeçou em mim
Se eu disser que já recebi cantada
Se eu disser que já cantei mulher.
Se eu disser que errei conta fácil
Que troquei abril por março
Acreditaria que aqui
Alguém seguiu meus passos?
Se eu disser que morri
Que nasci
Que cobri
O meu colorir
Se eu disser que você
Arroz bambolê
Rebolando nas letras daqui
É a coisa mais importante pra mim
Acreditaria?
Pois bem. Acredite.
Se eu disser que todo mar é salgado
Se eu disser que todo peixe machuca
Estaria mentindo.
Se eu disser que minha casa é uma bagunça
Ninguém entenderia que ela somente está uma bagunça.
E dizendo que eu estou confuso
Muito acreditariam que sou confuso.
Assim, estaria mentindo.
Se eu disser que quem ganha dinheiro é feliz
Se eu disser que alguém que ama e é amado, é feliz
Estaria vos enganando porque não é bem assim.
Feliz de quem acredita.
Se eu disser que sou honesto?
Acreditaria que menti?
Se eu disser que sou muito romântico
Acreditaria que já não fui assim?
Se eu disser que tudo começou lendo uma frase num blog qualquer
Se eu disser que o Murilo Benício tropeçou em mim
Se eu disser que já recebi cantada
Se eu disser que já cantei mulher.
Se eu disser que errei conta fácil
Que troquei abril por março
Acreditaria que aqui
Alguém seguiu meus passos?
Se eu disser que morri
Que nasci
Que cobri
O meu colorir
Se eu disser que você
Arroz bambolê
Rebolando nas letras daqui
É a coisa mais importante pra mim
Acreditaria?
Pois bem. Acredite.
sexta-feira, março 30, 2007
Vovó já dizia...
Tenho orgulho de ter a mulher mais sábia que pude conhecer, como minha avó. Um dia fui comer manga com leite. Vovó já dizia...
Já ouvi também que "se um camaleão te morder, beba água antes que ele beba senão você morre." Mas, como assim? Eu me pergunto.
Sensacional era ouvir "não deixe o chinelo virado senão sua mãe morre."
Até hoje não consegui relacionar mamãe com o chinelo. Pé? Cheiro?
Até hoje levo esporro porque "fiquei gripado por causa da garoa".
Mas gripe não é virus?
"Se varrer o pé não casa mais".
É verdade. Vassoura, casamento, tudo haver. Inclusive mandei queimarem as vassouras do mundo. Viva o casório.
"Quebrar espelho dá 7 anos de azar".
Porque sete? Ainda estou analisando essa.
Um dia ouvi que "se andar de costas minha mãe morre".
Ô coitada. E se andar de lado? Agoniza? Ó paciência.
"Noivo não pode ver a noiva antes do casamento que dá azar".
É pra não desistir? Pra não se desesperar?
"Contar estrelas dá rugas".
E eu contava até duas porque achava que o "ser regulador" disso seria tolerante com quem contasse tão pouquinho.
"Quando o marido tem dor de dente, sem razão de ser, é porque a mulher está grávida".
Vai nascer o quê? O nome da filha será Cárie?
"Criança que brinca com fogo à noite, faz xixi na cama".
É, realmente fogo tem muito haver com água. As vezes até bebo fogo e queimo com água.
"Menino que passar por debaixo do arco-íris vira mulher e menina vira homem".
Essa foi horrível. Vai ver daí vem a bandeira do homossexualismo.
"Passar em baixo de escadas dá azar".
Siiim. Lá no mundo das escadas, passar por cima de gente também dá azar.
"Deve-se dar três pancadinhas na madeira quando uma pessoa roga praga".
Voce não sabia que a madeira absorve?
"Moça, que come em panela não casa".
Sensacional!
"Não saltar por cima das crianças senão elas não crescerão".
Eu me sentia até mal se alguém pulasse por cima de mim e não "despulasse". Dava até briga.
Vovó já dizia...
As maiores confusões da história aconteceram porque certas coisas foram levadas demais a sério.
Pau que nasce torto nunca se endireita...
Já ouvi também que "se um camaleão te morder, beba água antes que ele beba senão você morre." Mas, como assim? Eu me pergunto.
Sensacional era ouvir "não deixe o chinelo virado senão sua mãe morre."
Até hoje não consegui relacionar mamãe com o chinelo. Pé? Cheiro?
Até hoje levo esporro porque "fiquei gripado por causa da garoa".
Mas gripe não é virus?
"Se varrer o pé não casa mais".
É verdade. Vassoura, casamento, tudo haver. Inclusive mandei queimarem as vassouras do mundo. Viva o casório.
"Quebrar espelho dá 7 anos de azar".
Porque sete? Ainda estou analisando essa.
Um dia ouvi que "se andar de costas minha mãe morre".
Ô coitada. E se andar de lado? Agoniza? Ó paciência.
"Noivo não pode ver a noiva antes do casamento que dá azar".
É pra não desistir? Pra não se desesperar?
"Contar estrelas dá rugas".
E eu contava até duas porque achava que o "ser regulador" disso seria tolerante com quem contasse tão pouquinho.
"Quando o marido tem dor de dente, sem razão de ser, é porque a mulher está grávida".
Vai nascer o quê? O nome da filha será Cárie?
"Criança que brinca com fogo à noite, faz xixi na cama".
É, realmente fogo tem muito haver com água. As vezes até bebo fogo e queimo com água.
"Menino que passar por debaixo do arco-íris vira mulher e menina vira homem".
Essa foi horrível. Vai ver daí vem a bandeira do homossexualismo.
"Passar em baixo de escadas dá azar".
Siiim. Lá no mundo das escadas, passar por cima de gente também dá azar.
"Deve-se dar três pancadinhas na madeira quando uma pessoa roga praga".
Voce não sabia que a madeira absorve?
"Moça, que come em panela não casa".
Sensacional!
"Não saltar por cima das crianças senão elas não crescerão".
Eu me sentia até mal se alguém pulasse por cima de mim e não "despulasse". Dava até briga.
Vovó já dizia...
As maiores confusões da história aconteceram porque certas coisas foram levadas demais a sério.
Pau que nasce torto nunca se endireita...
sábado, março 17, 2007
Dois poemas, céu e inferno.
Provas
As provas provam -
Desculpe a redundância -
Que não provam nada.
É fácil saber que não passei em nada.
Não sei estudar.
Não sei nada além de saber.
Sei o que sei, e pronto.
O que não sei não vou saber assim.
As provam me provam, gosto amargo.
Fiz as provas, comPROVAdamente
Tristes guerras de papéis e letras
Onde o mais esperto seguia.
Não sou esperto.
Provei que sou imPROVÁvel
Para provas.

As provas
Não provam quem é melhor
Provam quem é mais forte.
Eu não passei na prova.
E se me disseres que passei
Preciso de provas
Só acredito,VENDO.
(Poema criado por mim em 07/02/2007)
Provei
Provei dos piores gostos
Do dissecante salgado
Das derrotas
Derrotas após derrotas
Provando que eu não sabia nada
Só dechoros e chacotas.
Fui provado pela nova boca
Cheia de dentes macios
Que morderam leveo ego
Fizeram cócegas
O alívio da matuta nota
Ganha longe daqui
Certa vez disse que provas
Como quase tudo
Prova quem é mais forte
Passei em uma
Euforia nunca antes experimentada
Sensação nunca antes igualada
Não mudei o que penso
Mudei pra outro lado
Não reprovei
Não reprovei por inteligência
Foi por força
Passei sim,
Passei, sim
Na marra.
aPROVAdo.
(Poema criado por mim em 14/03/2007)
Somos feitos de céu e inferno. A sobrevivência a essas oscilações é que distingue os homens do resto.
As provas provam -
Desculpe a redundância -
Que não provam nada.
É fácil saber que não passei em nada.
Não sei estudar.
Não sei nada além de saber.
Sei o que sei, e pronto.
O que não sei não vou saber assim.
As provam me provam, gosto amargo.
Fiz as provas, comPROVAdamente
Tristes guerras de papéis e letras
Onde o mais esperto seguia.
Não sou esperto.
Provei que sou imPROVÁvel
Para provas.

As provas
Não provam quem é melhor
Provam quem é mais forte.
Eu não passei na prova.
E se me disseres que passei
Preciso de provas
Só acredito,VENDO.
(Poema criado por mim em 07/02/2007)
Provei
Provei dos piores gostos
Do dissecante salgado
Das derrotas
Derrotas após derrotas
Provando que eu não sabia nada
Só dechoros e chacotas.
Fui provado pela nova boca
Cheia de dentes macios
Que morderam leveo ego
Fizeram cócegas
O alívio da matuta nota
Ganha longe daqui
Certa vez disse que provas
Como quase tudo
Prova quem é mais forte
Passei em uma
Euforia nunca antes experimentada
Sensação nunca antes igualada
Não mudei o que penso
Mudei pra outro lado
Não reprovei
Não reprovei por inteligência
Foi por força
Passei sim,
Passei, sim
Na marra.
aPROVAdo.
(Poema criado por mim em 14/03/2007)
Somos feitos de céu e inferno. A sobrevivência a essas oscilações é que distingue os homens do resto.
quinta-feira, março 15, 2007
Onabru-urbanO
A vida é feita de espelhos.
Espelhos que se espalham deixando sensações.
Vai da crueldade da realidade de quem se descobre visto por fora
Ou do prazer de se reconhecer de fora pra dentro.
Um espelho, de mentes diferentes que se completam. Um espelho do outro, independente do que são e pensam.
Acessem http://www.onabru-urbano.blogspot.com
Eu também sou um deles.
Espelhos que se espalham deixando sensações.
Vai da crueldade da realidade de quem se descobre visto por fora
Ou do prazer de se reconhecer de fora pra dentro.
Um espelho, de mentes diferentes que se completam. Um espelho do outro, independente do que são e pensam.
Acessem http://www.onabru-urbano.blogspot.com
Eu também sou um deles.
quinta-feira, março 08, 2007
Papo de bar num dia oito de março
- O que ela tem de diferente? É melhor? É pior? De verdade, eu não sei. Niguém sabe, nem mesmo ela. Vai ver é magia sobre magia, é provação após provação. É força onde a fragilidade aparentemente reina. O que é? Existe? É essencial?
- Pra mim é. Não vivo sem. É a minha base. Se choro, lá está ela acalmando. Se alegro, lá está ela pra compartilhar. E brigar também. E pra onde vou, está. É esposa, mãe, filha, irmã, tia, avó.
- Mulher é um problema. Olha aquela ali do outro lado da rua, por exemplo. Mini-saia, pernas grossas, carinha de carente e uma fama linda. Engravidou daquele alto que jogava bola conosco, sabe? O Dudu Sabiá. Se separou, pediu pensão. Infernizou a vida do cara. Agora, ele desempregado, vive acabado nesse bar.

- Cara, você generalizou. Essa é uma entre várias. Se fossem esse problema todo os poetas não morreriam por elas, Tom e Vinicius não criariam a Garota de Ipanema, nem Chico as suas beldades. O amor não seria lucro, marketing, ponto fraco, e tudo mais.
- É por isso que está sozinho, acha que mulher é riqueza. Fica endeuzando. Mulher não gosta disso.
- Que nada. Mulher pra mim tem que ser superficial e descartável. Dura uma noite, duas no máximo. E não causa problemas.
- Ahahahahahah! Vocês são engraçados. Mulher é mulher. Gosta das coisas como gostamos. Por exemplo, você gosta de mulher manhosa? E de mulher fria? Gosta das gastadeiras? E das idealistas? Imagine casar com uma exagerada vegetariana? E com a dissimulada? Rapazes, mulher é mulher. Não existe fórmula e se existisse alguém iria achar defeito. Tem que ter quimica.
- Que saber? Vou pra casa. A minha mulher me espera e vou parabenizá-la. Afinal, atura cantada de pedreiro, a dor do parto, depilações e outras formas de embelezamento. Merece não apenas um dia. Mas aproveito esse oito de março.
- Um escritor amigo meu, apreciador da mulher como arte, não exatamente um feminista, me disse o seguinte:
"O homem que não valoriza uma mulher é um homem pela metade. E ser homem pela metade debaixo não quer dizer nada."
- Vou-me embora que esse papo me cansou.
- É verdade, faz sentido. Vou-me embora à procura da minha mulher.
- Tchau
- Tchau
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Eu perdi

Perdi a idéia do que ia escrever. Deve ser a falta de sentidos. Coisa de louco. Coisa do mundo.
É natural, tudo anda se perdendo mesmo. Não é mais o que parece. Os inteligentes não perdem a idéia. Logo não faço parte desse grupo. Nem Cleópatra era bonita. Sabia? Beleza inventada por Shakespeare. E a paz? E as uvas? A primeira é somente uma pomba branca de final de ano em vinhetas da Globo; a segunda se iguala em importância à primeira. Uvas e paz, pombas e frutas... João Hélio e uma criança pedindo dinheiro no trem.
Perdi também a sensibilidade com o barbarismo. Perdi a paciência com o "Paraíso Tropical" (nova novela das oito, não tá sabendo? Não perca!). Perdi o tesão pelo esquerdismo utópico que normalmente os jovens fazem transbordar no estilo "Igualdade, empregos, justiça e etc!".
Fernando Gabeira, sim, aquele maconheiro viado gente fina mais digno que qualquer homem que se intitula homem por aí, disse assim:
"No passado, a esquerda era o bem e a direita, o mal. Mas a esquerda chega ao poder e faz as mesmas coisas. Então, um não é o bem absoluto, nem o outro é o mal absoluto."
É justamente assim. Chico, o Buarque, é excelente compositor. Não necessariamente uma pessoa acima de qualquer suspeita. Nem quem vos escreve, o é.
Todos encenam. Vivemos num grande estúdio de cinema, de TV ou palco de teatro bem exagerado. Antigamente ibope era conquistado com historinhas singelas, marchinhas ingênuas de carnaval, moças que eram mesmo moças, futebol com gols apenas, ordem praticamente em ordem. A necessidade faz o ladrão. A necessidade aumentou a carga de adrenalina e realidade. Fez-se mais uma vítima do Rio de Janeiro.Não suporto filmes mentirosos. Tudo cada vez mais real. O mundo, aquecido. E eu, cada vez mais perdido.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Domingo hilário

Sábado a noite. O nervosismo de pré-vestibular me fez ter idéias de métodos mirabolantes para fazer uma boa prova no domingo de manhã. Não vou contar a ninguém. Assim não há pressão (sim, porque até um "Boa sorte" é uma forma de pressão). E assim o fiz.
Domingo acordei cedo - até demais - bebi água e pronto. Saía calmamente pelo quintal. Cheguei no portão e vi o jornal jogado. Peguei-o e levei até a janela da sala. Lá estava a criatura mais linda e engraçada com a cara amassada e embriagada de sono perguntando onde eu ia àquela hora. Eu disse para minha mãe que estava indo fazer uma das milhões de provas. E só.
Fui. Minha caneta falhou na hora H, implicaram com meu boné, a prova tava complicada, enfim, foi uma prova normal. Pouco importa a prova em si.
Cheguei em casa por volta de meio dia e pouco e logo encontrei meu irmão perguntando onde eu tava que demorei esse tempo todo.
- Ué, fazendo prova.
- Prova? E você avisou?
- Quando saí de casa falei pra minha mãe. Ela tava toda torta de sono.
Os dois se entreolharam e ao mesmo tempo:
Ahhh tá explicado.
Assim que entrei na cozinha ela berrando que eu não tinha ido comprar pão, que era muito estranho, que demorei demais e que eu nunca mais faria isso. E falou, falou, falou...
Ahhh tá explicado.
Assim que entrei na cozinha ela berrando que eu não tinha ido comprar pão, que era muito estranho, que demorei demais e que eu nunca mais faria isso. E falou, falou, falou...
- Poxa, você foi comprar pão. Fiz o café, sentei na mesa e fiquei esperando. ATÉ AGORA, THIAGO!
- É mãe, voce já é meio surda e com sono então. Eu fui fazer prova do vestibular e te falei na hora que saí.- Ih, entendi errado.
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