segunda-feira, junho 18, 2007

Soul Cópia


Uma música de mal gosto.


Sou alguém criativo até. Mas não tenho mérito. Isso foi superado. Aliás, o que vale mais? Mérito ou êxito? Então, faça qualquer coisa e se dê bem. Não precisa ser do melhor jeito. E não tenho método. Isso morreu. E não tenho eu.

Eu não sou mais eu.

Sou cópia dos que admiro. Apenas um mal moldado que se fantasia do ídolos. E nem precisa ser ídolo. Basta ser bom. Sou uma xerox desavisada do eu queria ser e nunca serei. O que vence? O original ou a cópia mal fabricada? Óbvio. A cópia mal fabricada. A arte morre, agoniza. Pra quê? Isso morreu. E eu nem arte tenho.

De que vale profundidade se a superficialidade é o que há? Sou superficial, sim. Tudo se tranforma. E eu me tranformei num estúpido poeta que não sabe nada de inspiração, esse bicho cheio de novidades que escapam das minhas mãos.

sábado, junho 16, 2007

Conversa de prima nem tão pequena assim

- Gente, eu acho que a falta de água é por causa das pirâmides. - disse minha prima pra um punhado de três outros pequenos primos, que não são tão pequenos assim.
- Quê?
- É sim. Eu posso explicar a minha teoria.
- Duvido...
- Parece doideira, mas de acordo com a minha teoria, é verdade. Assim, vocês realmente acreditam que aqueles povos foram capazes de colocar aquelas pedras gigantescas umas em cima das outras naquela época? Sem um caminhão, um trator ou qualquer coisa do tipo? Não, eu tenho certeza que não!
- Ahahah, eu nao acredito que ouvi isso.
- Vocês mesmos podem ver que as pirâmides se localizam no meio do deserto! A água lá perto é realmente bem escassa!
- Ahahahah
- Viu? As pirâmides gastaram tanta água que hoje fazemos racionamento pra economizar o gasto excessivo. - continuou
- Tá bem, agora as raízes delas se prolongam por baixo de rios e mares acabando com a água do planeta todo. - ironiza um primo.
- Que historinha simpática!
- É mesmo. Só quem não é simpática nessa história é a esfinge. Ela come as pessoas.
- Então ela é, por asism dizer, uma pedra carnívora?
- É uma pedra tarada, isso sim.
- Parem de ver TV, por favor! Rs - completei.

quinta-feira, junho 14, 2007

CAMPANHA

Gostaria de reaproximação. Do mim, por mim mesmo, feito por vocês.
Gostaria de pedir a ajuda de quem frequenta e constrói este humilde cafofo virtual para atualizar o mesmo. Gostaria de ouvir palpites para um novo nome para o meu blog, já que este "Gol feio" desgastou e nada tem mais haver com a temática (se é que já teve algum dia).

Qual a sugestão de vocês? Me ajudem, por favor a dar um novo nome pra este blog.

Grande ministra

Alguém ouviu o que a querida Ministra do Turismo declarou?


(Répórter) - Qual conselho a senhora daria para aqueles que passam pelos transtornos dos aeroportos?

(Marta Suplicy) - Ah, relaxa e goza.


Só pra constar.

terça-feira, junho 12, 2007

Minutos depois

(Selecione os espaços entre aspas para ler os pensamentos)

- Amor, se veste de coelhinho rosa pra mim?
- ã?
- Ah amorzinho, só uma vezinha.
- Não. Tá louca, amor?
- Ah é? Então tá.

"
Ele não faz nada por mim. Só um pedido. Não é o amor da minha vida, só pode.
"

Se entreolham...

"
Ela quer me testar. Pra quê me fazer pagar um mico desses?
"

Ele vai tirando a mesa. Ela vai lavando a louça.

"
Mas é tão linda. Será que eu faço?

Sei que exagerei. Quem sabe pedir desculpas pra ele?

"
E caminham em diração um ao outro...

- Amor.
- Amor.
- Eu me visto.
- Não precisa amor.
- Mas você pediu tanto.
- Mas não precisa.

"
Ela me irrita.

Ele me irrita.
"

Segundos depois...

- Vai ficar lindo. Ali na loja da esquina vende a fantasia perfeita.
- Mas você disse que não precisava.
- Estava querendo te agradar.
- Também não vou me vestir mais.
- Por favor.
"
Ele tem o poder de adiantar ou estender a minha TPM. Custava se vestir de coelhinho rosa pra mim? Tem prova de amor mais linda?

Ela tem que fazer isso. Sempre! Quando tudo está ótimo inventa algo pra me tirar do sério.

"
Segundos...

- Tá bem. Sabe que eu te amo né?
- Não quero. Durma no sofá. E não me venha com esse sorriso largo e carente que hoje não tem vem-cá-minha-nêga.

...mulheres...

...homens...

- Eu te amo.
- Também te amo.

As horas no dia doze

Às dezesseis horas do dia doze de junho verás o invisível
Saberás do que ninguém sabe
Descobrirá a fantasia das fadas
A identidade do cupido
Detestará passar dias frios sozinho
Conhecerá Carlos Drummond
Lerás poesias até chorar
E chorar, a partir daí, será um feito de dignidade.


















Já às dezesseis horas de qualquer dia de tempos futuros
Saberás que tudo termina
Descobrirá que fantasia é coisa da sua cabeça
E que o cupido é um desocupado
Detestará todos os dias
Lembrará de Drummond como um sonhador
E chorará a cada poesia de sua autoria
Dos tempos em que amava e era amado.

terça-feira, junho 05, 2007

Vinte e dois


Entre berros e sussurros escorrego na ponta passional que tem sido meus dias frios de junho. Belíssimo mês, outono cintilante, gélido e, por assim ser, tão mais quente. É onde desde sempre minhas histórias acontecem mais, onde eu deixo de ter vergonha pra dançar quadrilha, inventar festas e comemorar o que não deveria ser comemorado. É quando as pessoas ficam mais bonitas, se vestem melhor, e as roupas, casacos e tudo mais, são mais bonitos que a diferença entre corpos belos ou não.

Esperei cinco dias para me pronunciar. Em todos os anos era exatamente assim. A partir do segundo dia do mês me batia uma tal coisa má, crise existencial e perguntas martelando no dolorido consciente: o que sou? Mais um ano de vida, o que fiz?

E, no pior, a tristeza. Afinal, não é mais um ano de vida comemorado. Veja sob outra perspectiva. Veja de frente para tras. Sim, menos um ano de vida. Menos um ano pra ser vivido.

Mas o mês é belo. E a cada ano fica melhor. Tonteia os olhos, agita de cá e dali. Violenta qualquer trejeito de tristeza logo após o primeiro sorriso. É um grande dia, triste dia alegre. O vento faz baile à minha porta.

E eu, no final das contas, sou apenas mais um louco. Vinte e dois anos dia oito de junho.

domingo, junho 03, 2007

Sacanagem

Sacanagem não é tudo, mas tudo é sacanagem.
Uns dizem que não sou tudo. Outros dizem que sou tudo.
Se não sou tudo pra uns, tudo bem. Sacanagem também não é tudo.
Se sou tudo pra outros, pra estes sou pura sacanagem.

quarta-feira, maio 30, 2007

O que você vai ser quando crescer?

E quem já não foi pequeno? E quem não entrou no banheiro errado? E quem não se apaixonou pela profissora? E quem já
não teve aquele sonho louco? E pior, quem não sonhou em realizar o sonho
louco? Pois bem...


Quando pequeno sonhava em ser um grande homem, trabalhador e feliz.
Nobre homem me tornei, modestia à parte. É certo, com a visão infantil que
deveria ter ficado não fiquei. Restou os olhos por hora meio puxados, meio
esbugalhados.




- Thiago, o que vai ser quando crescer?


- Eu quero ser pipoqueiro!


- Ahahahahah


- Não ri, não. Eu andei pensando. Já que gosto tanto de pipoca e terei que
ganhar dinheiro irei, então, trabalhar como pipoqueiro. Mas minha barraquinha
será a mais bonita.






Cresci sonhando com isso. Porque não? Ganhava dinheiro e ainda comia pipoca.
Com o passar do tempo fui exercitando meu lado inventivo. E era pipoca com
bacon, óbvio. E depois foi pipoca com grill de temperar carne; pipoca com queijo-ralado, queijo minas direto na panela; sal direto na panela; até
tempero de mijo rolou nisso; sem contar que depois de pronta misturava com fandangos, cheetos ou qualquer derivado. Depois era só sentar na frente da TV e ver trapalhões.
A propósito eu teria o sofá e a TV vendendo pipoca? Quando pequeno o
pipoqueiro era o meu herói. Agora, crescidinho pra caramba ser pipoqueiro
significa ser covarde.


Meu sonho agora é ser jornalista. Mas não deixo de fazer a minha pipoquinha
de vez em quando.

terça-feira, maio 29, 2007

O último quinhão de poesia


Dona Abelha rainha
Rainha das rainhas
Dona de todos os doces
De todo meu mel
Quimeras.

Não me procure mais
Sou fraco alazão.
Perdi o auto-controle
Perdi a razão pela razão
Se for, se não...

Suma, ou sei lá
Porque não consigo sumir.
Me faz mal sonhar
Porque sonho um pesadelo gostoso.
Acordo mal.

Não faz diferença
Se me escondo na abadia.
Tu reapareces de qualquer forma
A qualquer hora
Do amor à covardia.

Não me arrependo
Jamais assim o faria.
Sei dos paraísos que embebedei
Fui de norte a sul na euforia
Do melhor beijo teu.

Mas não há mais sentido.
Pareço mais um estranho
Faço tais coisas
Que me demitem da alcunha de poeta
Desapareço onde antes aparecia.

Por favor,
Apelo ao que for.
Que quer?
Promessas? Não valem
Ou até valem demais

Que quer?
Palavras? Já as derramei.
Perdão? Já os pedi
Sinceridade? Sempre teve.
O que mais?

Não peço retorno.
A vida não permite viagens para trás.
Nem obedeço mais o coração.
Você me ensinou isso.
Quero doce no lugar do amargo. Não?

Quero vida pra ter mais vida
Minuto pra pensar no lugar do segundo impensado.
Quero leveza onde há dureza
Fazer curva onde só há retas
Ser real onde há mentirosa beleza.

E não é drama de desamado.
Recorri a qualquer mistura.
Briguei, amiguei, amiguei mais
Taquei sal nas feridas quando pedia
Que me dissesses sobre aquele jagunço.
E em cada detalhe eu sangrava
Era Jaguncinho pra lá
Jaguncinho pra cá.
E com ele Dona Abelha-Rainha podia rir
Livre, adocicada pela liberdade racional.
Padecido de um mal
Enforquei-me em minha sinceridade.
Prometi coração de pedra.
E assim foi.
Assim será?


A que instituição recorro?
No Tribunal dos destruídos?
No cemitério dos derrotados?
Quero invalidar minha promessa
Onde moram corações amarrotados.

Triste alazão.
Pra carinho nem tem mão
Sai da agonia de dia
Para um ponto e vírgula
Um jamais.

Triste alazão.
Pra voar nem tá são
Entra na conta da vida
Para um ponto final
Um Não.

De três poesias...
Um quinhão.

quinta-feira, maio 24, 2007

Se não sabe brincar, não brinca.

Desde que o mundo é mundo o homem imundo quer brincar de ser Deus. Não lhe foi dado asa, não lhe foi dado barbatana e muito menos foi lhe dado a irracionalidade. Mas foi lhe dado o raciocínio, a criatividade e a tal vontade de satisfação.

- Bem vindo, Senhor. Faça o seu pedido no balcão ao lado.
...
- Bom dia, Senhor. O Senhor já sabe o que pedir?
- Bom dia. Primeiro eu quero um cantinho pra botar as minhas coisas.
- Um cantinho? Uma bacia? Uma caneca? Te darei uma comporta redonda, que abre na metade e tem o botão de liga e desliga. Cabe coisa pra caramba. Quer?
- Aceito.
- O que mais Senhor?
- Uma lâmpada daquelas econômicas.
- Prontinho. Algo mais?
- Um saco de terra ou areia, um pé-de-qualquer-coisa, maçã, banana. Me dê também aquele aquário com todos os peixes dentro. Na verdade, quero um de cada bicho que têm aí.
- Custa os olhos da cara, Senhor.
- Eu pago. E também quero aquele bicho estranho e complexo.
- O pior? O bicho proibido?
- Sim, ele mesmo.
- Mas o senhor tem autorização?
- Tenho. Eu Sou O Cara.
-Um minuto.

...

- Pronto, Senhor. Aqui está todo o pedido.
- Muito obrigado.
- De nada. Boa sorte porque boa coisa isso não vai dar.

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Dia 24 de maio de 2007, Londres.

Cientistas britânicos desenvolveram sangue artificial de plástico que poderia ser usado como substituto em uma situação de emergência.
Pesquisadores da Universidade de Sheffield afirmaram que o sangue de plástico pode ser uma grande vantagem em áreas de conflitos e guerras.
O novo sangue é feito com moléculas de plástico que têm um átomo de ferro em seu centro, como a hemoglobina, que pode levar o oxigênio pelo corpo.
Uma amostra do protótipo do sangue artificial será exibida no Museu da Ciência em Londres, a partir do dia 22 de maior, como parte de uma exibição dedicada à história do plástico.

Fonte: http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2007/05/11/295715024.asp

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A gente brinca de adoleta, de dominó, de cabra-cega, de mímica, de chicotinho queimado mas não brinca feio, não. Perdemos o controle sobre nós mesmos. Para os céticos esse "sangue moderno" é um abuso. Para os cientistas é a descoberta do "Santo Graal". Revolucinários e clássicos. Abusadinhos e conservadores. Evolução e estagnação.
Quando eu brincava escolhia as pessoas mais espertas e animadas que sabiam brincar.
Mandem avisar pra alguns aí...

Que quem não sabe brincar, não brinca.

segunda-feira, maio 21, 2007

Falou e disse

O poder da declaração é impressionante. Depende muito de quem fala, pra quem fala e quando é falado. Estava neste final de semana assistindo a um dos meus programas favoritos ( http://globosat.globo.com/gnt/programas/programa.asp?gid=51 ), o Saia Justa no GNT quando uma discursão sobre a questão do aborto no Brasil. Lá pras tantas surgiu a declaração do ministro da saúde José Gomes Temporão:
"Essa discussão sobre o aborto já teria sido resolvida se fosse o homem no lugar da mulher em questão"
Ou
"A ladainha sobre a questão do aborto não evolui porque não há mulheres na discussão".
Falou e disse o tal do Temporão.