
Uma música de mal gosto.
Sou alguém criativo até. Mas não tenho mérito. Isso foi superado. Aliás, o que vale mais? Mérito ou êxito? Então, faça qualquer coisa e se dê bem. Não precisa ser do melhor jeito. E não tenho método. Isso morreu. E não tenho eu.
Eu não sou mais eu.
Sou cópia dos que admiro. Apenas um mal moldado que se fantasia do ídolos. E nem precisa ser ídolo. Basta ser bom. Sou uma xerox desavisada do eu queria ser e nunca serei. O que vence? O original ou a cópia mal fabricada? Óbvio. A cópia mal fabricada. A arte morre, agoniza. Pra quê? Isso morreu. E eu nem arte tenho.
De que vale profundidade se a superficialidade é o que há? Sou superficial, sim. Tudo se tranforma. E eu me tranformei num estúpido poeta que não sabe nada de inspiração, esse bicho cheio de novidades que escapam das minhas mãos.


