Dez horas matinais. É tarde. É tarde pra uma manhã calorosa. O dia. Ela vem. Lavar a louça de ontem, varrer a casa inteira, fazer brilhar o chão, arrumar a mesa, o toalha mais desenhada. Velas? Seria bom? Duas ali, duas aqui. Música. Roupa Nova é uma boa pedida? Desfaz a mesa. Refaz a mesa. Ela vai gostar. Ela vai gostar?
Macarrão. Molho vermelho. Queimei. Treze horas já. Talheres de prata, meia luz. Arruma daqui. Arruma de lá. Limpa o chão do molho caído. Perfuma o já perfumado. E eu?
Bermuda ou calça? Calça. Blusa. Azul ou laranja? Branca, pronto. Descalço. Estou em casa. Um filme. Ficção? Ação? Romance? Tem comédia ali na estante. Todos então. Sofá arrumado, estante e tudo no mais, correto. Uma lareira seria belo. O ar-condicionado pra refrescar o coração acelerado.
Din-don. Treze horas e vinte e cinco minutos. Nada feito. O olho mágico denuncia ela num vestido negro, matador como as sombras dos olhos, uma maquiagem que tirarei num banho. Atendi a porta.
- Mas eu não arrumei nada. O macarrão queimou. O molho sujou. Perdi a hora. Não me arrumei. O cd do Roupa Nova tá arranhado. Confesso, estabanei no nosso primeiro encontro.
- Nos conhemos a três semanas. Esse não é nosso primeiro encontro. E eu adorei não ter dado certo como planejou. Agora faremos o nosso encontro.
- Adorou? - semblante espantado e admirado.
- Sim. Um ventilador no lugar do ar-condicionado. Um filme qualquer, será coadjuvante. Uma comida pedida ao telefone para ganharmos tempo para olharmos estrelas, por exemplo. E sem mesa. Comemos estendidos ao chão, se permitir, claro.
Um beijo encerra a conversa e começa a vida. O primeiro encontro.
sexta-feira, setembro 28, 2007
domingo, setembro 23, 2007
Pequena Nota Musical
quinta-feira, setembro 20, 2007
Conversando com Pessoa

Estou passando por uma fase que, como bem disse Fernando Pessoa, chamo de crise. Fosse na agricultura, disse Pessoa, estaria passando por uma "crise de abundância". Aquela mulher faz assim comigo. Faz até pôr seu nome em meio às palavras que escrevo, coisa que raramente fiz. Ainda mais um nome proibido. Faz abundar a inspiração. Faz usar palavras nos locais certos, faz escrever em poesias até o mais banal dos fatos. Vai ver é por isso que estou mais perto do meu sonho. Pessoa iria adorar conhecê-la. E eu adoro esse meu privilégio.
segunda-feira, setembro 17, 2007
Guerra de brinquedo
Corna cronologia. Nascer, crescer,guerrear e morrer. E a guerra é feroz.
É apenas o início onde os combatentes dispões suas armas. A grande guerra está apenas começando e eu já me sinto com uma bruta vantagem. A vantagem maior é minha. Me acham fraco.
E tenho comigo que no fim direi que entre mortos e feridos salvaram-se todos.
É apenas o início onde os combatentes dispões suas armas. A grande guerra está apenas começando e eu já me sinto com uma bruta vantagem. A vantagem maior é minha. Me acham fraco.
E tenho comigo que no fim direi que entre mortos e feridos salvaram-se todos.
quinta-feira, setembro 13, 2007
Sou sua banda
quinta-feira, setembro 06, 2007
O bom estúpido
Preciso cometer uma boa estupidez. Cometer comedido, claro. Mas que estupidez é comedida? Eu sei das cometidas, e só. O controlável desejo de ser o mocinho do meu filme às vezes se descontrola, perde o rumo e sai correndo sem direção até eu perceber que o derradeiro eu é descontrolado, absurdo e estúpido. Um adorável estúpido só pra sair desse marasmo.
domingo, setembro 02, 2007
Poemas e promessas

Poemas e promessas
Os poemas e promessas
Ó, as suas palavras meça.
Aos rabiscos da tinta invisível
Ó céus, cai chuva demais.
Aos outros poemas que escrevi
La no aconchego
Chega de entendimento
Onde estão as ausências?
Pretenção sua, meu amigo
Volte
Vote nisso
Que o ideal da poesia do Leoni
É o mais viável roliço
Ente invariável
Volte
Habitat de águia
Nao é o ninho
E sim
O céu.
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